Morreu ontem um dos estilistas mais incríveis e admirados da moda britânica, Alexander McQueen um gênio moderno, um artista visionário. Sua moda chocava, provocava, encantava e envolvia as pessoas num mundo fantástico. Sua estética era surrealista e transgressora. Ele unia com perfeição a mais perfeita alfaiataria a looks bizzaros, tinha habilidades e conhecimentos de modelagem que impressionavam, provocava diversas sensações em um universo único, sua moda era arte.
Segundo Mcqueen: "Não vejo motivo para desfilar se não provocar nada".

Ele era um gênio da arte contemporânea. Sua arte vai deixar saudades, estamos infinitamente privados de seus espetáculos, é uma perda inestimável.
Mcqueen começou cedo no mundo da moda, aos 16 anos abandonou os estudos para fazer estágio na Alfaiataria Anderson & Sheppard, na mítica Savile Row, com clientes do porte de Príncipe Charles e Mikhail Gorbachev.

Entrou na Central Saint Martins na década de 90, foi descoberto pela stylist britânica Isabella Blow que comprou sua coleção inteira de formatura e abriu as portas do universo fashion influênciando sua ascendência.
Ele abriu sua marca própria no East End de Londres e assumiu a direção criativa da Givenchy de 1996 a 2001. Sua imaginação não tinha limites e com isso ele ganhou o prêmio de melhor designer britânico quatro vezes.

Segundo o relato da diretora da edição britânica da Vogue, Alexandra Shulman : "Era um mestre do fantástico que criou desfiles surpreendentes que combinavam o desenho, a tecnologia, a ação e por outro lado era um gênio moderno cuja estética gótica foi adotada por mulheres de todo o mundo. McQueen era aquele tipo de homem com muito talento que surge uma vez em cada 20, 30 anos e que mudou a forma de ver a moda feminina”.
Por Glaucia Juncks, Estilista Damyller.